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A Lanterna Mágica

o cinema começa com a lanterna mágica.

A Lanterna Mágica

o cinema começa com a lanterna mágica.

Entre Wall Street e o reino do urso: Somsen, Tendinha e Lopes escolhem os seus 'Óscares' favoritos

 

«Bem-vindos à 88ª edição dos Óscares». Assim vai começar a cerimónia dos prémios da Academia de Hollywood. Os prémios de cinema mais famosos do mundo são entregues este domingo. Falei, para o jornal onde trabalho, dos favoritos à vitória final para três críticos portugueses (não confundir com previsões sobre quem tem mais hipóteses para convencer a Academia, composta por mais de 5 mil marmanjos). Miguel SomsenRui TendinhaJoão Lopes, três cinéfilos diferentes e que conheço e respeito muito, dizem de sua justiça.

 

 

> Mais do que uma indústria gigante que chega a todo o planeta, o cinema é uma arte de imagens em movimento que suscita paixões pessoais mas transmissíveis. A 88ª cerimónia dos Óscares é já esta noite e, após o apelo de boicote por não ter pelo segundo ano seguido atores negros nomeados, o apresentador Chris Rock (que 'boicotou' o próprio boicote) não deve poupar nas suas piadas à Academia pela falta de diversidade – já o ano passado Neil Patrick Harris disse a abrir que eram homenageados «os mais brancos».

Todos os anos um dos aliciantes da cerimónia que é falada e vista em todo o mundo (transmitida em direto para 225 países) é cada um ter os seus filmes favoritos e poder torcer pelas suas escolhas pessoais.

Desafiámos três pessoas habituadas a escrever e falar sobre cinema em jornais, revistas e na televisão para falarem sobre os filmes que mais gostariam de ver eleitos naquele que foi «um belo ano em qualidade».

 

Miguel Somsen (TVI e Vogue), que gosta «muito da maioria dos filmes este ano» e acredita que «qualquer um podia ganhar» está dividido nas nomeações dos atores: «Gostava que Matt Damon vencesse mas Di Caprio também, é o maior».

O desempenho em The Revenant: O Renascido, onde lida com as mazelas de ser atacado por um urso, deve dar a Di Caprio o seu 1º Óscar. É o grande favorito à vitória depois de papéis icónicos ao longo dos anos que nunca lhe valeram a desejada estatueta.

 

Para Rui Tendinha (que escreve no DN e tem programa de cinema na SIC Mulher) Michael Fassbender e o ‘seu’ Steve Jobs merece mais, tal como Mad Max «devia vencer» em filme e realizador «mas não vencerá». O crítico que ao longo do ano entrevista dezenas de atores e realizadores está em Hollywood, onde acompanhará a emissão dos Óscares para a SIC Caras.

 

João Lopes (SIC Notícias/Cinemax da Antena 1) tem a mesma opinião sobre Fassbender - merece o Óscar - mas, tal como Somsen, prefere o surpreendente e independente filme Quarto, que «devolve ao cinema a verdade visceral da experiência humana» nesta história de uma jovem enclausurada por um raptor com o filho de cinco anos num barraco. O crítico de cinema daria o Óscar ao filme do irlandês Lenny Abrahamson, novato nestas andanças e a grande surpresa nos nomeados, para Filme do Ano, Realizador e atriz (Brie Larson).

Miguel Somsen, que também daria o Óscar a Quarto em Filme e Realizador, tem pena que Steve Jobs tenha ficado de fora da lista e Tom Hanks tenha sido ignorado como melhor Ator. Deixa ainda uma ressalva sobre a sua previsão para Filme do Ano: «dizem que O Caso Spotlight pode derrotar The Revenant mas eu não acho que vá acontecer». A sua escolha para melhor Realizador cai em Iñarritu, «outra vez». O realizador mexicano venceu o ano passado por Birdman mas, por isso mesmo, talvez não consiga vencer este ano.

 

Já as preferências para melhor Atriz de Somsen vão para a veterana Charlotte Rampling, «notável em 45 Anos», embora ache que Brie Larson será a vencedora. Tendinha preferia que vencesse a jovem irlandesa Saoirse Ronan, protagonista de Brooklyn, «mas não vence».

Para atriz secundária, Lopes e Tendinha preferem Rooney Mara em Carol e Somsen escolhe Kate Winslet (a favorita à vitória final neste momento). Já no ator secundário Mark Rylance (o favorito, pelo papel de espião russo em Ponte de Espiões) é a escolha de Lopes mas Tendinha prefere Mark Ruffalo e o seu papel como jornalista de origem portuguesa em O Caso Spotlight. Já a preferência de Somsen vai para Christian Bale como analista financeiro que previu o colapso financeiro em A Queda de Wall Street.

 

Três críticos, várias opiniões. Rui Tendinha, que está em Hollywood pela SIC Caras, admite que de acordo com a imprensa local depois de O Caso Spotlight, A Queda de Wall Street é o único filme que pode fazer frente ao favorito The Revenant na categoria mais desejada.

Certezas sobre vencedores não há mas opiniões e paixões sobre os filmes em competição não faltam.

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