Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

A Lanterna Mágica

o cinema começa com a lanterna mágica.

A Lanterna Mágica

o cinema começa com a lanterna mágica.

Mad Max no mundo da Furiosa

Charlize Theron é uma das boas surpresas de ‘Mad Max: Estrada da Fúria’, um dos melhores filmes de ação (frenética) dos últimos anos que volta a ser realizado pelo australiano George Miller. >> 9/10

 

 

É um dos maiores riscos no cinema: voltar ao sítio (às sagas) onde já se foi feliz. Foi isso que fez o cineasta autraliano George Miller, criador do pós-apocaliptíco Mad Mad, trilogia com Mel Gibson que acabou por criar um género nos anos 80. Agora, 36 anos depois do primeiro filme (1979), o próprio Miller recomeça a saga do lendário Mad Max com, arriscamo-nos a dizer, o melhor filme de ação do ano.

A Rush of Blood to the Head. Os Coldplay têm a música (e álbum), Mad Max versão século XXI tem a experiência completa. Mad Max: Estrada da Fúria não fica nada a dever à mítica saga de Mad Max, embora seja diferente – consegue manter os níveis de adrenalina no máximo.

Esperem emoções fortes, mas também pouco diálogo e muita ação. O conflito, loucura, dilemas e profundidade estão lá todos, mesmo sem muitas palavras nem diálogos. Só o suficiente.

Em vez de estar tudo centrado num protagonista (Mel Gibson, na saga anterior), agora temos acima de tudo dois, Charlize Theron (interpretação incrível) e Tom Hardy (à altura) - por esta ordem. Ela é Furiosa, uma mulher corajosa que foge com um grupo de mulheres escravizadas pelo homem mais poderoso deste mundo desértico e decadente.

O que se segue é uma perseguição implacável com boa música, tiros, bólides rudes, artesanais, repletos de gadgets e formas originais de fazer guerra num filme onde estamos sempre em movimento, em fuga. Max é uma das várias personagens em conflito interior, que tem de decidir que lado apoiar.

Para além do brilhantismo das (longas) cenas de ação, coreagrafadas na perfeição, no meio do deserto há maldade, crueldade, boas intenções, passados sombrios e heróis improváveis.

Um sinal dos tempos. Charlize Theron acaba por ser a grande protagonista. Mesmo com Max, cujo nome só é revelado no final, a ganhar força, interesse, profundidade e bondade a cada minuto de filme que passa, Charlize é a rainha da guerra, a mulher com a missão de procurar refúgio, quando rapta as mulheres-troféu do Lorde da Guerra que comanda tudo e todos, já que controla a água num mundo torcido com falta dela.

Este mundo dominado pelos homens é rude, cruel, injusto e egoísta. Uma mulher tenta combatê-lo fugindo com as procriadoras do dono desta realidade mas só consegue ter sucesso com a ajuda de um homem. O filme não é condescendente nem com mulheres nem com homens e é um belíssimo exemplo de como um filme espectacular com algumas das melhores cenas de acção dos últimos tempos consegue ser interessante, com substância e temas actuais no meio da diversão.

Este novo Mad Max é mesmo um dos acontecimentos cinematográficos do ano e tem já honras de saga com duas sequelas agendadas. Aleluia. O cinema de acção está vivo, memorável e recomenda-se.

Mais sobre mim

imagem de perfil

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D