Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A Lanterna Mágica

o cinema começa com a lanterna mágica.

A Lanterna Mágica

o cinema começa com a lanterna mágica.

Jobs, rebelde com causa

Steve Jobs - 8/10

 


O melhor filme feito sobre Steve Jobs até ao momento. Danny Boyle e Aaron Sorkin fazem uma parceria perfeita e os vislumbres incríveis a que assistimos dos momentos antes das apresentações de produtos são condensados de forma brilhante. Steve Jobs era abrasivo, exagerado e estava várias vezes errado mas era visionário em vários níveis. A fazer lembrar a personalidade de CR7 mas na questão de se tentar superar sempre, exigir o máximo de si e também dos outros que o acompanham numa missão/visão. O filme capta na perfeição esse espírito ao mesmo tempo que mostrar o ser humano com defeitos e atitudes pouco decentes.

A certa altura Woz diz a Steve, já na parte final do filme, não tens de um ser humano binário, podes ser decente e talentoso ao mesmo tempo. Incrível desempenho de Michael Fassbender. Mesmo sem parecer fisicamente Jobs parece muito nas acções, na intensidade, complexidade como ser humano e determinação. O filme, mesmo sem ter uma estrutura complexa, tem uma intensidade dramática e uma beleza de planos e momentos incrível - Danny Boyle deixa brilhar os belos diálogos de Sorkin e os belíssimos actores em cena.

Fassbender e Winslet têm uma química impressionante - curioso o facto de ambos serem ingleses. Winslet é Joanna Hoffman, responsável de marketing, assessora, confidente e amiga de Steve Jobs, alguém que provavelmente poucos sabiam que existia na vida deste homem famoso mas que o contraria, sofre com ele e por ele. E não só Seth Rogen mostra o seu nível dramático mais elevado (belas discussões com Jobs) como a presença de Jeff Daniels como John Sculley dá uma dimensão mais robusta nas actuações do filme.

A relação com a filha presente por todas as partes destes momentos antes da apresentação de produtos, embora talvez seja exagerada relativamente ao que aconteceu, mostram bem os problemas de Steve com a situação mas também um fundo de bondade que transparece com beleza e simplicidade no filme. As duas miúdas que fazem de Lisa também cumprem, num filme que honra sem pudores e com alguma crueza mas também com poesia e beleza o visionário difícil de aturar (salta à vista a distorção de realidade que por vezes punha em frente ou a crueza com que trata os outros) Steve Jobs.

O filme de Boyle acerta em não recriar as apresentações feitas por Steve mas foca-se nos momentos de tensão anteriores. E se há pecado importante que o filme tem são os exageros na ficção em detrimento da realidade (a chamada liberdade artística) para efeitos dramáticos, podem mostrar mais facilmente a personalidade dele assim mas exageraram bastante, pelo que é explicadado aqui, e é isso que torna o filme menos brilhante - numa personalidade destas era importante haver menos desvios sobre o que aconteceu.

Em certas alturas, por passar muito tempo em bastidores e andar-se sempre a correr contra o tempo e em stress (antes de Steve entrar em cena no palco), o filme faz lembrar Birdman.

Um mecanismo brilhante para criar intensidade dramática e mostrar tanto destas pessoas em tempo real - antes das tais apresentações. Um dos filmes do ano, muito também por ser um belíssimo filme sobre este visionário que mudou tanto em tão pouco tempo. Vislumbres de um visionário com atitude.

Mais sobre mim

imagem de perfil

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D